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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Troca de olhares no ônibus.


Estava eu hoje, voltando de uma consulta médica.

Fui ao meu sindicato retirar uma documentação, entrei meu choffer abriu a porta e entrei na minha Limousine peguei o ônibus de volta pro escritorio.
Estou lá lindo de pé lendo The Washington Post Metro, quando entra um menino por volta dos seus 18-mal-completados-anos e dá aquela olhada pra mim - ok, óbvio que eu vi porque também estava olhando pra ele, mas enfim - ai passou a catraca e ficou do outro lado a 2m de mim.
A viagem inteira foi uma troca de olhares tão grande que eu quase gritei de onde tava:
- Caralho, anota meu fone é XXXX-XXXX. Anotou?
Mas como fiz a linha Francesa, fiquei na minha até chegar meu ponto.
Chegando no meu destino passei pra trás só ali porque eu queria economizar as duas horas no bilhete único, aloca! e fiquei lado-a-lado com ele.
Ele não esboçou reação. Ficou ali quase do mesmo jeito.
Então busquei chamar mais a atenção dele me posicionar melhor e nisso minha mão ficou no mesmo ferro.
Nesse momento ele foi deslizando sua mão até chegar na minha.
Ficou ali, sentindo pele a pele. De leve ele com o dedo mínimo encostava a minha mão.
Vou dizer uma coisa idiota aqui. Achei gostoso.
Me evocou uma inocência tão bonita que fiquei até meio sem noção na hora.
Mas isso foi hoje e eu terminei com um cara anteontem, tô ainda naquelas sabem?
Resultado, meu ponto chegou e desci, sem nenhum contato a mais.
Ele ficou olhando da porta.
Senti uma coisa estranha..
Fiquei um pouco na dúvida se deveria ter feito algo também, mas no frigir dos ovos, foi um tipo de insinuação tão interessante que me devolveu um pouquinho daquela chama que tentaram apagar.
Não sei se vocês vão conseguir resgatar o que eu estou pensando.



Vocês acreditam que o nosso destino pode estar ai em qualquer ligar?
Teriam feito o mesmo?

sábado, 16 de maio de 2009

Confessions: Sozinhos

Essa semana fiquei pensando sobre a solidão.

Admirei um casal na rua e me fiz uma pergunta que ha tempos não me questionava: porquê ainda estava sozinho.

Percebo que não se existe um motivo certo, existem tentativas de se identificar uma "razão". Apenas isso.

Comecei a refletir e percebi que na verdade ninguém tem me feito interesse - até porque não estou sozinho neste momento - mas não estou apaixonado e isso as vezes me incomoda.
A apatia com essa situação é tamanha que eu já penso que se essa oportunidade não vingar - sei lá porque mas tenho pensado nisso estas semanas, até porque ele tem criado uma série de empecilhos para mim - eu vou "hibernar" pois acho que meu coração precisará de um descanso.


Sinto que ele necessita de um amor arrebatador, caso contrário a esperança para o amor estará fadada a permanecer uma "esperança" e não em se concretizar em realidade.

Isso me fez lembrar a história de um amigo que tinha tudo para conseguir um bom companheiro: bonito, inteligente, educado, um cara de uma fé imensa e uma indole maravilhosa, mas que está sozinho ha mais de um ano.

Ele na verdade está sozinho porque caras aparecem, mas apenas sem querer nada a mais e por fim não tem rolado mesmo.

Conversei com ele neste final de semana e ele me disse que estava com uma menina. Fiquei atônito na mesma hora e perguntei: Como assim?

Ele disse: Eu na verdade queria carinho e isso ela me dá. É fogo, porque você sabe o que eu curto não é? Deve ser algo passageiro, ao menos espero.

Pensei comigo se a coisa estám tão feia assim e ainda confesso rapidamente: Eu já tive esse mesmo pensamento. A long time ago.

Que vocês acham disso?